
Princípios Éticos e Diretrizes de Conduta da Art Psic Analítica
Este texto apresenta os princípios éticos que sustentam a Art Psic Analítica, uma prática simbólica criada por Kaleo T. R. que une arte e escuta subjetiva. Sem caráter clínico, a abordagem valoriza a liberdade com responsabilidade, o sigilo, a não interferência estética e o compromisso ético com a criação como forma de transformação pessoal.
(Como abordagem simbólica e metodologia prática de escuta e expressão subjetiva)
Autor: Kaleo T. R. — artista, psicanalista e fundador da Art Psic Analítica
Versão Fundadora — 2025
1. Natureza da Art Psic Analítica
A Art Psic Analítica é uma abordagem simbólica livre, que une arte e psique em um território de transformação subjetiva, expressão criadora e escuta sensível.
Ela se expressa por meio de uma metodologia prática, composta por exercícios, dinâmicas, gestos artísticos e estruturas simbólicas acessíveis a múltiplos contextos.
2. Liberdade com Responsabilidade
Sendo uma prática livre e fora dos modelos clínicos tradicionais, a Art Psic Analítica exige de seus praticantes uma ética profunda.
Não há intenção de protocolo fundamentado na rigidez da limitação, mas há responsabilidade simbólica e escuta comprometida com a integridade do outro.
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3. Formação e Qualificação do Art Psic Analítico
O praticante da Art Psic Analítica deve:
- Ser artista no sentido simbólico, expressivo e criador.
- Ter formação sólida em uma ou mais áreas voltadas à psique humana (como medicina, psicanálise, filosofia, psicologia ou neurociência).
Estar em constante processo pessoal: análise, supervisão, terapia ou escuta reflexiva.
4. Relações com familiares e pessoas próximas
O Art Psic Analítico não está impedido de atender familiares e pessoas próximas, no entanto, exige-se cautela.
A relação de proximidade interfere na neutralidade simbólica do processo em diversas terapias. Porém, a prática da Art Psic Analítica, permite maior liberdade por seu caráter técnico e prático, isso não faz com que o Art Psic Analítico não corra o risco de ter sua relação com o Art Analisando prejudicada pela proximidade. Então, recomenda-se:
Estabelecer o profissionalismo, com limites claros, tempo definido e, idealmente, com supervisão externa.
5. Saúde Mental e Consciência Ética
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6. Sigilo e confidencialidade
- Tudo o que é compartilhado durante a prática — verbalmente ou por meio da arte — é protegido por sigilo ético.
- A obra produzida pertence ao art analisando.
Qualquer exposição pública, reprodução ou estudo só poderá ser feito com autorização explícita e consciente da pessoa envolvida.
7. Não julgamento estético ou moral
O Art Psic Analítico não avalia estética nem moralmente o conteúdo produzido pelo art analisando.
A escuta é simbólica, aberta, respeitosa e interessada no sentido — não no acabamento, no estilo ou na “correção”
8. Clareza sobre o que não é
A prática da Art Psic Analítica:
- Não é arteterapia.
- Não é clínica.
- Não é terapia alternativa.
- Não é diagnóstico simbólico.
Qualquer comunicação pública sobre a abordagem deve conter clareza sobre sua natureza simbólica, não clínica e não médica.
9. Uso da Metodologia por Outros Profissionais
Profissionais de outras áreas — como psicólogos, professores, terapeutas, psiquiatras, educadores ou artistas — podem utilizar os exercícios, dinâmicas e processos criativos desenvolvidos na Art Psic Analítica como complemento simbólico à sua prática.
Esse uso é ético desde que:
- Sejam respeitados os princípios fundamentais da abordagem.
- Não se apresente como se estivesse aplicando “a prática da Art Psic Analítica” em sua totalidade.
- Seja mantida a integridade dos exercícios e a referência à origem da metodologia (citando o nome do criador e da abordagem).
10. Reflexão contínua e supervisão
O Art Psic Analítico deve manter um compromisso permanente com sua própria escuta interna:
- Buscar supervisão com outros artistas ou analistas de confiança.
- Registrar, refletir e revisar suas próprias práticas.
- Estudar constantemente os efeitos simbólicos de sua atuação
Epílogo Ético
A ética da Art Psic Analítica nasce do gesto sensível de reconhecer o outro como criador de si.
Não é sobre interferir, moldar ou corrigir — mas abrir espaços simbólicos para que algo novo possa emergir com dignidade e expressão própria.
O artista-analítico da psique é também um vigilante simbólico da própria escuta.
E o art analisando, um sujeito de coragem que decide transformar silêncio em criação.